Pequenos “predadores”!

Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.
Cânticos 2:15

 

Quando ouvimos a palavra “predador”, pensamos quase sempre em grande animais, como: leão, urso, crocodilo, entre outros.  Mas, o Reino animal muitas vezes nos surpreende com pequenos animais que podem fazer um grande estrago.

Mesmo com grandes predadores na Palestina, Salomão usou o exemplo das raposinhas como causadoras de grande estrago nas vinhas.  As raposinhas são mamíferos de pequeno porte, bem ágeis e difíceis de serem observadas e combatidas.

Essas raposinhas representam pequenos pecados que pensamos serem inofensivos.  Não os combatemos, pois pensamos que não podem ser tão maléficos assim.  Talvez a raposinha possa ser um pequeno hábito de contar mentiras, ou de grande interesse na vida alheia, ou até mesmo o “furto” de objetos que sobram na empresa.

É necessário entender que um mal hábito alimentado pode crescer, se fortalecer e fazer um grande estrago em sua vida.  Temos de eliminar os pequenos males, a fim de que não cresçam e tragam um grande transtorno.

Não deixe que pequenos e maus hábitos, roubem as bençãos de Deus para a sua vida.  Não permita que satanás use de “pequenos roubadores” e comprometa a sua santidade pois lembre-se: “sem santificação ninguém verá a Deus! (Hb 12:14).

Deus os abençoe! 

A FONTE DE ENERGIA DO LÍDER!

A FONTE DE ENERGIA DO LÍDER!

Uma falta de energia pode ser desastrosa!

Hospitais e outros serviços essenciais possuem geradores de reserva em caso de falta de eletricidade.  Estes equipamentos devem manter tudo funcionando, porque vidas dependem disto. A energia e os meios para utilizá-la são vitais em uma sociedade industrializada.

Os líderes devem estar cientes de que precisam de energia para manter seu grupo, seus liderados e a si mesmos em movimento. Mas qual é a fonte de poder do líder para tudo isso?
O próprio Deus!  E podemos dizer que o gerador dessa energia é o que chamamos de Comunhão

O apóstolo Paulo disse a uma das igrejas que o sustentavam:

“Tudo posso naquele que me fortalece”. Filipenses 4:13.

Davi, séculos antes, declarou:

“Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho.” 2 Samuel 22:33.

Deus mesmo é a nossa fonte de força, mas a comunhão com Ele é que “liga a chave” e torna o poder operante e efetivo em nossa vida.

A grande escola para a liderança de Davi como rei, foi o tempo que ele passou a sós com Deus, quando ainda era um jovem pastor de ovelhas.

Anos e anos a sós com Deus prepararam Davi para a  liderança sob a direção de Deus.

Ele certamente havia visto líderes em ação, primeiramente vivendo no palácio ainda menino, mas seu tempo com o Senhor foi de maior valia do que seu tempo com as pessoas.  Como líder do exército e administrador da nação, Davi possuía pouco preparo. Não teve oportunidade de cursar nenhuma universidade, mas conhecia a Deus.

E é nesta área que o diabo mais concentra seus ataques.   Ele não se importa muito se você participa de seminários, conferências ou encontros, ou mesmo se você não falta em nenhum culto se você não busca a comunhão com Deus.

Mas quando você leva a sério o conhecer a Deus através de uma comunhão íntima, prepare-se para uma guerra. Sua agenda começará a ficar lotada com assuntos urgentes e imprevistos. Você ficará muito ocupado para ter comunhão com o Senhor.

Por que o inimigo de nossa alma ataca tão furiosamente o tempo que o líder reserva para ter com Deus?  Por causa da importância vital que esse tempo tem na vida do líder.

Você pode perguntar quais são as recompensas espirituais que recebemos, se formos fiéis em nossa comunhão com Ele?  Para responder, precisamos fazer outra pergunta: Qual é o propósito maior do homem sobre a terra?

A resposta está em Isaías 43:7:

“… todos os que são chamados pelo meu nome, que criei para minha glória, que formei e fiz”.

“O objetivo principal do homem é glorificar a Deus.”

As pessoas freqüentemente recitam esta declaração de fé, mas nem sempre sabem na verdade o que ela significa na vida diária.

Deus originalmente criou pessoas para glorificar seu nome.  Criou seres humanos à Sua imagem para que tivessem comunhão com Ele.  Mantinha uma comunhão íntima com Adão e Eva no jardim.  Mas então eles pecaram, desobedecendo-O e trazendo desonra ao Seu nome.
A imagem foi desfigurada, e a comunhão quebrada.

Mas no tempo certo, Deus deu um passo decisivo para recriar nas pessoas a possibilidade de novamente darem glória ao Seu nome.

Seria possível haver alguém que, em cada pensamento, palavra e atitude trouxesse glória a Deus, a cada momento, todos os dias e anos de sua vida? Sim.  Essa pessoa foi o Senhor Jesus Cristo.

Em sua oração ao Pai, Ele disse sobre si mesmo:

“Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer” (Jo 17:4).  

Portanto, se desejo atingir meu alvo principal na vida, que é glorificar a Deus, devo ser transformado mais e mais à Sua imagem, para tornar-me como Cristo.

O desejo do coração de Deus é que nos tornemos como Seu Filho.

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

Isto glorifica a Deus.

Como posso então tornar-me semelhante a Cristo?  Como alguém pode tornar-se semelhante a outra pessoa?  Estando ao seu lado, conversando com ela, fazendo coisas juntos.

Você conhece um casal que tenha convivido durante 50 anos e esteja celebrando bodas de ouro?  Eles não apenas agem de modo semelhante e apreciam as mesmas coisas ou têm gostos semelhantes; eles chegam até a se parecerem fisicamente um com o outro!

Lembro-me de um dia quando fui visitar um padrinho de casamento no Rio de Janeiro, e quando eu cheguei em sua casa ele ainda não havia chegado do trabalho e sua esposa me recebeu em sua casa. Estávamos conversando sobre alguns assuntos quando de repente ela disse: “Isso é um grande “embuche”!

Grande embuche! – eu pensei – que palavra diferente. Era uma palavra própria do quartel , pois seu marido é ex-PQD, paraquedista do exército e aquela palavra fazia parte do dialeto dele. E lá estava ela falando aquilo. Ela havia começado a incorporar seu vocabulário do exército.  Então, ele chegou em casa e eu fiquei também admirado de ver como a vida dela, havia influenciado a dele.  Eles estavam vivendo juntos em comunhão um com outro e estavam ficando parecidos.

O mesmo ocorre conosco, em nosso relacionamento com o Senhor. Para que sejamos “conformes a imagem de seu Filho”, devemos investir tempo a sós com Ele em comunhão pessoal.  Líderes que fizerem isso, que construírem uma vida devocional, diferente de uma vida “de improviso”, estabelecerão contato direto com Deus e serão poderosamente usados por Ele.  Deus busca tais pessoas.

Ele diz em (Ez 22:30):

“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei”

Quando Deus encontra uma pessoa que coloca como prioridade de vida a comunhão dinâmica, pessoal e íntima com Ele, seu poder, direção e sabedoria são direcionados para e através dessa pessoa.  Deus encontrou alguém através de quem pode mudar
o mundo.

Três elementos básicos caracterizam a vida de comunhão com o Senhor.   E o primeiro deles é A Palavra de Deus.

Deus fala conosco por meio de Sua palavra.  Paulo escreve em 2 Timóteo 3:16-17. “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”

Devemos entrar dentro da Palavra e ela deve entrar dentro de nós.  Mergulhamos na Palavra ao ouvir pregações, ao lê-la, estudá-la e memorizá-la.  Também a assimilamos através da meditação, incorporando-a em nossa vida espiritual.

Como no alimento físico, não é o que ingerimos que nos afeta, mas o que digerimos e assimilamos.  Isso é meditação.  Meditar é aprofundar-se na Palavra, revolvê-la em nossa mente, ir além da superfície. No Salms 119:97 o salmista diz:

“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia”.

Quando criança uma vez, fui com o colégio visitar o morro do Pão de Açucar no Rio de Janeiro. É um lugar lindo e cheio de histórias… lembro-me que a professora que nos levou nesse passeio era nova e de um porte atlético, bom preparo físico. E nós, crianças, estávamos cheios de energia também.  Me lembro que aquele passeio não durou mais do que duas horas. Em duas horas conhecemos os dois morros principais do pão de açúcar.

Naquele passeio realmente adquirimos uma visão panorâmica de lá, mas será mesmo que o vimos? Será que nós realmente conhecemos o Pão de açúcar?

Alguns anos mais tarde, minha esposa e eu voltamos, para passearmos novamente naquele lugar, mas dessa vez, levamos uma manhã inteira conhecendo o lugar.  Vi e absorvi a beleza e a majestade de lugares ali, por entre as quais havia praticamente corrido na primeira visita.  Desta vez, minha alma foi tocada pela paisagem.  Tive tempo para realmente observá-las, experimentá-las, sentir o significado e a mensagem delas.

Assim é com a Palavra de Deus.  Se corremos os olhos apressadamente pela Bíblia para cumprir nosso programa de leitura, ou rapidamente “passamos” o estudo para nosso GV, se olhamos para o relógio esperando que o culto termine depressa a fim de corrermos para alguma outra atividade, quase nada acontecerá em nossa vida.  É como sair em disparada por entre os corredores do pão de açúcar.  Nós a vemos, mas na verdade, não a vimos.  Mas se abrirmos a Palavra e dermos tempo para que o Espírito de Deus toque nossa vida, para que possamos absorvê-la em nosso coração e ver Sua grandeza e formosura, estaremos em verdadeira comunhão com Deus.

O Senhor quer comunicar-se conosco através de sua Palavra. Se gastarmos tempo para meditar, experimentaremos a profundidade e a imensidão da mensagem, e o Espírito de Deus falará conosco e nos moverá.

E aqui um ponto importante.  É Deus quem faz isso, não as palavras que estão impressas no papel.  Ele usa Sua Palavra como um meio, um instrumento para comunicar-se conosco.
Ouça o que diz o SaImo 119:25: “A minha alma está apegada ao pó: vivifica-me segundo a tua palavra”.  Observe que é o próprio Deus quem pode vivificar o salmista.  É Ele utiliza Sua palavra como um instrumento para fazer isso.

Precisamos desenvolver amor pela Palavra de Deus. “Quanto amo a tua lei! E a minha meditação todo o dia” foi o versículo que citamos de SaImos 119:97.  Foi o amor à Palavra de Deus que impeliu o salmista a meditar nela.  É aí que tudo deve começar.

Peça ao Senhor que lhe dê amor e encanto por Sua Palavra.

“Guia-me pela vereda dos teus mandamentos, pois nela me comprazo” diz o Salmo 119:35).

“Aleluia! Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, e se compraz nos seus mandamentos” (Salmos 112:1).

“Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo”. (Salmos 119:47).

Líderes dignos de sua vocação e que irão verdadeiramente conduzir outros em sua caminhada espiritual devem ser pessoas da Palavra.

O segundo elemento da comunhão é a oração.

Deus fala conosco através da Sua Palavra, e nós falamos com Ele através da oração.

Algo a ser lembrado é que há orações que movem a mão de Deus, e há outras que não têm efeito algum. Qual é a diferença?

Jesus falou sobre diferentes tipos de oração em uma parábola.  Ele disse assim:

“Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um fariseu e o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: O Deus, graças te do porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta, será humilhado; mas o que se humilha, será exaltado” (Lc 18:10-14).

É interessante como os filmes usam a música para causar um efeito em nós!  Quando a situação fica tensa, a música fica tensa;  Quando a situação é de ação, a música rápida nos faz entrar no clima…  Quando as coisas ficam triste, então uma melodia triste nos faz entrar no clima e muitas vezes nos leva ás lágrimas. A música no cinema são usadas para “causarem efeito”.

Assim é na parábola de Jesus.  O fariseu orava meramente para tentar causar efeito, como um meio para impressionar, e Jesus disse: “Ele orou de si para si mesmo”.  O publicano, por sua vez, lidava diretamente com Deus. Ele orou com efeito, a fim de alcançar algo. Este é o tipo de oração que devemos oferecer a Deus.

Tiago 5:16 declara:

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica dos justos”.

Para ser efetiva, a oração tem de ser fervorosa.  Isto é ilustrado por um incidente na Igreja Primitiva (At 12:1-12).  Herodes havia iniciado seu reinado de terror e perseguição aos cristãos.  Já havia mandado matar Tiago, irmão de João, e preparava-se para fazer o mesmo com Pedro, que estava na prisão, seguramente guardado por dezesseis soldados.  Mas seus irmãos oraram por Pedro, e, como resposta, o Senhor enviou um anjo para libertá-lo.

Várias traduções usam palavras diferentes para descrever o tipo de oração que foi oferecido naquele momento.  Mas a palavra usada no original para descrever a oração que aqueles irmãos faziam é a mesma empregada para descrever, por exemplo, a intensidade do sentimento de alguém que está sendo dilacerado em uma mesa de tortura.

A razão para essa fervente oração é óbvia.  Primeiro, era fisicamente impossível para Pedro escapar.  E talvez, a outra razão que desencadeou essa oração fervorosa, foi o passado de Pedro.  Ele era conhecido por haver negado o Senhor quando as coisas se complicaram.  “Será que Deus estava respondendo às suas orações?”, poderiam estar pensando esses irmãos.  Mas eu posso garantir que sim!!

Na noite anterior à execução, Pedro estava dormindo como um bebê, acorrentado entre dois soldados.  A fervente e efetiva oração daquele pequeno grupo de cristãos funcionou, e muito. Pedro não só escapou da morte, como também foi libertado da prisão de modo extraordinário.  Deus ouviu e respondeu aquela oração.

Há alguns anos acompanhei um médico que foi atender a um paciente em domicílio. Após examiná-lo, ele me disse: “O coração do homem está mal”.   Eu me perguntei como ele sabia.  Durante a consulta, aquele homem ontra-argumentava que nunca havia sentido tão bem, que sua velha máquina estava em boa forma, e que o médico estava perdendo seu tempo conversando sobre isso.   Mas, independentemente de tudo o que pudesse ser dito, aquele médico sabia que o coração do paciente não estava bem.

Como?  Simples, ele ouviu o coração do homem com um estetoscópio e não prestou atenção ao que o homem dizia. O mesmo acontece com Deus.

Não oramos através de um microfone espiritual, com Deus escutando por meio de fones de ouvido celestiais.  Ele, ao contrário, ouve nossas orações por meio de estetoscópios espirituais.  A prova disse é o que ele diz em Mateus 15:8: “Este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim.”

O chamado de Jeremias, por exemplo, conforme escrito em Lamentações 2:19 foi para “derramar seu coração como água perante o Senhor”. E deve ser considerado hoje.

Você já ouviu alguma vez cristãos, ao partir, dizerem: “Vou orar por você”?  Quantas vezes isso é meramente um modo de dizer adeus.  Quão diferentes foram as palavras do apóstolo Paulo: “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu filho, é testemunha de como incessantemente faço menção de vós, em todas as minhas orações” (Rm 1:9-10).

Pois oração, para ser fervorosa, tem de ser específica.  Em muitas ocasiões, caímos na rotina de orar “Senhor, abençoa a igreja” ou “Deus, abençoe nosso grupo de vida” ou “Deus, ajude aos irmãos necessitados”.

Mas a oração do líder deve ser específica em duas áreas:  Primeiro, ela deve concentrar-se no crescimento e desenvolvimento de cada pessoa liderada.

O apóstolo Paulo nos deu um exemplo, ele disse:

“Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; afim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1:9-10).

Do mesmo modo, considere as orações de Epafras.

“Saúda-vos Epafras que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós, nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (Cl 4:12).

A oração é o primeiro elemento da comunhão com o Senhor!

Segundo: Líderes devem orar pela maturidade espiritual de seu grupo, e para que Deus levante dentre eles trabalhadores que possam ir para a colheita nos campos mundo afora.

Em Mateus 9:36-38 está escrito:

“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E então se dirigiu a seus discípulos: A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”.

O último elemento da comunhão é a obediência.

Não há comunhão com um superior sem que haja obediência a ele, e Jesus Cristo é muito maior que qualquer superior.  Não há comunhão com um superior sem obediência. Jesus disse:

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14:21).

O Senhor deixou claro o perigo da desobediência:  

“Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Todo aquele que vem a mim e ouve as minhas palavras e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. E semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa, e não a pôde abalar, por ter sido bem construída. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que fo i grande a ruína daquela casa” (Lc 6:46-49).

Uma vida de obediência é a grande motivação das pessoas que que os seguem.  Eles vêem suas vida e são desafiados a níveis mais altos de compromisso e obediência.

Então, os níveis da comunhão são: a Palavra, a oração e a obediência.  Eles são imperativos para líderes.  Os líderes precisam experimentar o poder de Deus em sua vida e ministério regularmente.

Comunhão com o Senhor é o interruptor que completa a conexão e torna a energia disponível.
Sem isso, os líderes não passam de organizadores de atividades e esforços humanos.

Porém, ao viverem em real comunhão com Deus, os líderes são ferramentas nas mãos do Deus Todo poderoso para o cumprimento de Seu propósito na terra.

Pense nisso e busque uma vida de comunhão com o Senhor Jesus.  Que Deus o abençoe!!

Deus e eu: Um encontro dígrafo e não consonantal!

Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e Eu em Ti, que também eles sejam em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste. (João 17: 21)

Quando criança, no primário escolar, era comum confundir dígrafo e o encontro consonantal, já que são bem parecidos.  Mas é preciso saber que eles têm diferenças.  A grande diferença do dígrafo para o encontro consonantal, é que no dígrafo as duas consoantes têm somente um som, chamado pela gramática de fonema, enquanto no encontro consonantal as duas consoantes são pronunciadas.

Não, esta não é uma aula de gramática.  O que quero ilustrar aqui é como é fácil confundirmos ter um “relacionamento” com Deus de uma vida de “intimidade” com Deus que apesar de parecidas, são diferentes.  Durante a nossa vida nós nos relacionamos com muita gente; na escola, no trabalho, em festas e eventos, com vendedores e etc…  conhecemos e somos conhecidos de muitos, mas intimidade temos com poucos.  Nem o fato de sermos ou termos irmãos garante que com estes teremos intimidade.

Estava assistindo um programa de televisão onde uma personagem, de cunho cômico, pronunciava constantemente as frases: “Valei-me Deus”, “Sangue de Jesus tem poder” e o jargão gospel: “tá amarrado”.  Me chamou a atenção o fato de que, a exemplo dessa personagem, muitas pessoas tem conhecimento de Deus, mas a maioria de forma superficial e descompromissada. Reconhecem Sua existência, acreditam em Seu poder, mas não tem intimidade com Ele.

Um dos cantores que eu gosto de ouvir é o Leonardo Gonçalves, reconheço a voz dele em qualquer lugar, conheço suas músicas e por admirá-lo musicalmente, conheço até mesmo um pouco de sua história, mas não tenho nenhuma intimidade com ele, aliás, ele nem sabe que eu existo.

Deus deseja ter conosco um relacionamento íntimo.  Um relacionamento verdadeiro.  Deus deseja que sejamos um com Ele.

Ser íntimo de Deus significa buscar conhecê-lo profundamente, dar valor ao que Ele diz, ao que Ele ensina, ao que Ele espera de nós conforme descrito em Sua palavra.  Ter intimidade com Deus vai além de orações religiosas, pré-formatadas ou de frequência em cultos, ter intimidade com Deus é quando o deixamos ser visto através de nós.

Como dito no início, a grande diferença do dígrafo para o encontro consonantal, é que no dígrafo as duas consoantes têm somente um som e assim deve ser a nossa vida com Deus.  Nossas palavras, nossas ações, nossos pensamentos devem refletir os de Deus.  Cristo deve ser visto em nós e através de nós, isso é intimidade.

Pense nisso: como você seria classificado no “mundo da gramática”?  Um dígrafo ou um encontro consonantal?

O Deus que concede perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Romanos 15:5-6

QUEM ESTÁ APTO A LIDERAR?

QUEM ESTÁ APTO A LIDERAR?

Antes que as pessoas assumam uma liderança, devem avaliar o assunto cuidadosamente.

“Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo” (Tg 3:1).

Os líderes serão julgados de maneira mais severa e rígida que seus liderados. Esse pensamento deve fazer-nos parar e refletir. A próxima sentença no mesmo capítulo apresenta-nos outra razão:

“Porque todos tropeçamos em muitas coisas”. (Tg 3:2a)

Sabemos que cometemos muitos deslizes; tropeçamos de muitas formas.

Assim, naturalmente hesitamos em crer que possamos liderar outros. Contudo, ao analisar a vida de líderes de Deus, fica evidente que esse sentimento de inadequação não é uma boa razão para recusar a tarefa. Afinal, somos todos pecadores diante de Deus. Quem entre nós poderia dizer que não “falhou” de muitas maneiras e em várias situações? Se esta é uma razão plausível para não assumir uma liderança, ninguém jamais poderia fazê-lo.

Vamos analisar alguns líderes escolhidos por Deus no passado, e ver como eles responderam quando o Senhor os abordou para que assumissem a liderança em uma tarefa.

O chamado de Moisés

Vejamos Moisés. Ele estava no deserto, pastoreando o rebanho de Jetro, seu sogro, quando o chamado de Deus chegou. O fato de que este homem culto, acostumado aos confortos e prazeres do palácio, trabalhava agora num dos empregos menos prestigiados de sua época, poderia ser suficiente para deixá-lo amargurado. Apascentar ovelhas era uma profissão sem atrativos.

Talvez Moisés estivesse agora sentindo pena de si mesmo, tão ocupado com sua desgraça que seria incapaz de ouvir a voz de Deus. Para piorar ainda mais sua situação, trabalhava para os sogros! Então uma coisa estranha e ao mesmo tempo maravilhosa aconteceu.

“Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo do meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.” (Ex 3:2).

A primeira coisa que o Senhor fez foi revelar-se a Moisés. Moisés estava seguro de que havia falado com ele (veja os v. 5 e 6). Isto é algo do qual você precisa ter certeza. Quando alguém lhe pede para servir de um modo ou de outro, certifique-se de que Deus está ao seu lado. Não se comprometa um milímetro sequer em nenhuma direção, seja ela “sim” ou “não”, sem identificar a vontade Dele neste assunto. As vezes, você a reconhecerá imediatamente. Em outras ocasiões, terá de esperar até que Deus a torne clara. Mas tenha certeza disto: Ele irá mostrá-la a você. Nosso Pai que está nos céus sabe muito bem comunicar-se com seus filhos. Ele confirmará Sua vontade naquela área específica. Ele não quer que vivamos sob incerteza. Por estar interessado no que fazemos, Deus tornará sua vontade conhecida. Ele assim nos promete.

“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” (SI 32:8).

Observe neste versículo que Deus assume a responsabilidade de dirigir-nos. A certeza da direção nas Escrituras é tão básica quanto a certeza do perdão. Note também que Deus nos instruirá, ensinará e aconselhará. Em outras palavras, mostrará o caminho que devemos a seguir. Que segurança!

Outra promessa encontra-se no Salmo 48:14:

“Que este é Deus, o nosso Deus para todo sempre: ele será nosso guia até a morte”.

As palavras desta promessa são inconfundíveis: “Ele será nosso guia”. Você pode então descansar na disposição e habilidade de Deus em mostrar qual é a Sua vontade para você. Como Moisés, você pode estar certo de que foi realmente Deus quem falou. A segunda coisa que ocorreu foi que o Senhor revelou a Moisés a responsabilidade que tinha por seu povo.

“Disse ainda o Senhor: Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento…” (Êx 3:7).

Moisés — você deve recordar — havia tomado para si a responsabilidade sobre a situação dos filhos de Israel, e foi um encorajamento para ele saber que o próprio Deus também se interessava por eles. O Senhor então fez uma declaração dramática: “… por isso desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel…” (v. 8). Dá para imaginar a alegria e o entusiasmo que inundaram a mente de Moisés àquela altura? O Deus vivo pessoalmente ajudaria e livraria o povo! Logo depois, vem outra declaração que deve ter colocado em parafuso a cabeça de Moisés. “Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito” (v. 10).

É possível ouvir as questões bombardeando a sua mente: “Mas Senhor, eu pensei que ha vias dito que T u descerias e os livrarias. Por que agora essa idéia de eu ter de ir a Faraó, eeu ter de tirar os filhos de Israel do Egito? Se tu vais fazer isto, Senhor, por que é que eu tenho de ir?” Esta é, aliás, uma pergunta-chave que todos devemos responder a nós mesmos. Quando compreendemos que Deus,  como método para realizar seus planos e propósitos, usa pessoas, passamos então a entender nosso papel no Seu reino. Foi assim com Moisés. Deus tinha um trabalho para ele.

No entanto, Moisés não se sentia qualificado para a tarefa que havia recebido. E clamou ao Senhor com a pergunta: “Quem sou eu?”.

Inicialmente parece que Deus ignorou a pergunta de Moisés, mas talvez não.  Perece que Ele estava fazendo com que Moisés soubesse que a sua identidade não estava em suas habilidades, treinamentos ou popularidade; não estava nem mesmo em seus dons ou na sua unção.  Ela estava centrada em uma só coisa: “Você é com quem Eu quero estar”.  Quem era Moisés? O cara que Deus queria passar tempo junto.  Moisés poderia não saber quem ele era, mas Deus sabia de quem ele era.

Nesta atitude divina reside um dos grandes segredos da liderança para o cristão. Deus disse: “Eu serei contigo”.

O Senhor estava tentando comunicar a Moisés uma verdade poderosa. Em outras palavras, Ele disse: “Moisés, não importa realmente quem você é, ou se sente ou não qualificado, pronto ou não para a tarefa. A questão é que Eu estarei lá. A declaração que fiz a você permanece: ‘Desci a fim de livrá-los’. E eu farei isto e lhe darei o privilégio de estar nesta operação comigo. Você será meu instrumento de libertação”. Lembre-se desta verdade quando Deus chamá-lo para assumir uma posição de liderança em Sua obra. Ele não está procurando pessoas que se sintam “suficientes”. Paulo disse

“não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus”(2 Co 3:5).

Estou certo de que o senso de necessidade e inadequação podem ser um triunfo, mais que uma desvantagem. O testemunho de Paulo é um exemplo disto:

“Então ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas para que sobre mim repouse o poder de Cristo… Porque quando sou fraco, então é que sou forte.” (12:9-10).

Muitas pessoas ficam admiradas diante disso e exclamam: “Você quer dizer que o grande apóstolo Paulo sentiu-se assim?”. A resposta é sim, e isto, sem dúvida, contribuiu para sua grandeza.

A próxima lição que aprendemos de nossa observação do chamado de Moisés é também muito importante. É ótimo que tenhamos consciência de nossas limitações, mas não devemos parar aí. Devemos também estar convencidos da absoluta suficiência de Deus. Esse é o próximo passo, em seu diálogo com Moisés. Moisés levanta outra questão:

“Suponhamos que eu vá ao povo e diga: ‘O Deus de seus pais enviou-me a vocês’, e eles me perguntem, ‘Qual é o nome dele?’, o que é que eu vou dizer?” (Êx3:13).

A esta pergunta, Deus dá uma resposta singular: “Eu sou o que sou… Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração a geração” (vv. 14-15). Quando eu era recém-convertido, fiquei por muito tempo confuso com essa resposta. O que será que Deus quis dizer quando Se revelou como “eu sou”? Então, um dia, ‘finalmente entendi’. Ele está dizendo “Seja o que for que você precise, é isso o que eu sou!”.

Aquela altura da vida, Moisés necessitava de encorajamento e força. Essa será, muito provavelmente, também a sua necessidade quando você receber um chamado de Deus para servi-lo em alguma tarefa específica. E o fato de que sempre temos necessidades reforça ainda mais esta verdade.

Estamos carentes de conforto? Eu sou o teu conforto:

“lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).

Precisamos de vitória sobre algum pecado que nos importuna? Eu sou tua vitória.

“Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15:57).

Necessitamos de amor?

“Deus é amor” (1 Jo 4:8).

Podemos listar um rol de necessidades. Deus é absolutamente suficiente para atendê-las. O que Ele estava dizendo era Eu sou tudo o que meu povo precisa. Assim, é verdade que devemos reconhecer nossa insuficiência, mas não podemos deter-nos nesse ponto. Se assim o fizermos, teremos problemas.

Devemos seguir adiante no raciocínio e reconhecer também a absoluta adequação e suficiência de Deus para encarar qualquer teste, superar qualquer problema, conquistar qualquer vitória. Foi necessário algum tempo para que Moisés aprendesse, mas ele chegou a essa compreensão e foi usado poderosamente por Deus.

O chamado de Gideão

Para reforçar essa verdade absolutamente essencial que é a suficiência de Deus, consideremos outro homem, por ocasião de seu chamado. Lembra-se das grandes batalhas travadas e vencidas por Gideão? Com um pequeno grupo, ele fez bater em retirada os exércitos inimigos. Será que ele foi sempre assim? Ousado, corajoso, valente na batalha? Dificilmente! Os filhos de Israel sofriam nas mãos dos midianitas. Escondiam-se em covas e cavernas nas montanhas. Tinham sLias colheitas destruídas e seus animais confiscados. Estes inimigos, como uma praga de gafanhotos, consumiam tudo o qtie encontravam pela frente. A razão para o drama do povo de Israel era, obviamente, seu pecado.

“Fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; por isso o Senhor os entregou nas mãos dos midianitas…” (Jz 6:1).

Uma noite, Gideão estava malhando trigo no lagar a fim de colocá-lo a salvo dos midianitas. O anjo do Senhor apareceu e o chamou para ser o instrumento de libertação de seu povo. Sua primeira reação soou bem familiar para Deus àquela altura.

“… Ai Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis qLie a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai” (v. 15).

De novo, Deus foi ao cerne da questão com o homem que escolhera para a tarefa.

“… Já qLie eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem” (v. 16).

Note a semelhança com o que Deus disse a Moisés na sarça ardente. Com efeito, Deus declarou: “Gideão, não importa que sua família seja a mais pobre em Manassés, ou que você seja o menor na casa de seu pai. A questão não é quem você é, mas que Eu estarei com você. Não é na sua fraqueza que nos deteremos, mas em minha força. Eu trabalharei através de você”. Portanto, se Deus o chama para uma tarefa e você experimenta um sentimento avassalador de fraqueza, incapacidade e inadequação, alegre-se, pois você está em boa companhia! Homens e mulheres de Deus através dos séculos sentiram-se do mesmo modo. Mas eles também creram que Deus seria suficiente para realizar a obra para a qual os havia chamado.

O chamado de Jeremias Há um homem cuja vida precisamos examinar quando tratamos deste assunto. Jeremias foi um dos grandes profetas de Deus. Ele foi fiel ao seu chamado e sofreu por causa de sua fidelidade. Mas como ocorreu esse chamamento? E como Jeremias respondeu quando Deus o instruiu a assumir uma posição de liderança em seu reino? Observe o texto:

“A mim me veio, pois, a palavra do Senhor, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações” (Jr 1:4-5).

O trabalho básico de um profeta era proclamar a Palavra de Deus ao Seu povo. Como Jeremias respondeu a este desafio? Ergueu-se imediatamente com fé e entusiasmo? Não, sua resposta foi semelhante às de Moisés e Gideão: “… ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque não passo de uma criança” (v. 6). Sua reação inicial foi de inadequação. Ele não se sentiu capacitado para a tarefa. Veja a resposta de Deus:

“Mas o Senhor me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto eu te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor” (vv. 7-8).

Observe a promessa de Deus:  “Eu estou contigo.” Novamente, a questão é que Deus estará lá. O Deus todo sábio, todo-poderoso, todo-suficiente estará ao seu lado. Em todas essas ocasiões, é isto o que Ele sempre diz. No caso de Jeremias, Ele não prometeu um mar de rosas, mas a certeza de Sua presença, proteção e direção foi reiterada diversas vezes.

“Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o Senhor para te livrar” (v. 19).

Outros chamados — Naquele tempo e agora

Você recorda as últimas palavras de Jesus Cristo a Seus discípulos?

“Ide portanto fazei discípulos de todas as nações”. Acompanhando esta ordem, houve uma promessa: “E eis que estou convosco todos os dias”. (Mt 28:19-20).

Deus nos dá hoje o mesmo fundamento que deu aos heróis da fé no passado, para servi- Lo confiadamente: Eu (o Senhor) estou contigo.

Outra coisa que o diabo pode usar para impedir-nos de caminhar pela fé em resposta ao chamado de Deus é algum fato indesejável em nossa história de vida. Podemos ser assim levados a pensar que tal obstáculo é demasiado grave para ser superado, ou que será um impedimento para a realização da obra. Novamente, as Escrituras nos lembram da falácia deste argumento.

O apóstolo Paulo foi um assassino que gastou grande parte de seu tempo e energia perseguindo a igreja de Deus. Ele mais tarde confessaria envergonhado:

“Senhor, eles bem sabem que eu encerrava em prisão e, nas sinagogas açoitava os que criam em ti. Quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentia nisto, e até guardei as vestes dos que o matavam” (At 22:19-20).

Paulo disse de si mesmo:

“Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus” (1 Co 15:9).

Mas ele também escreveu:

“Sou grato para com aquele que me fortaleceu, a Cristo Jesus nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim que noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade” (1 Tm 1:12-13).

Se houve um homem cujo histórico o desabilitaria para o serviço a Deus, esse homem foi Paulo. Ainda assim, tornou-se o grande apóstolo dos gentios e foi usado para escrever a maior parte do Novo Testamento. Outras pessoas com negras manchas em seus arquivos pessoais também tornaram-se grandes servos de Deus.

Penso em João Marcos, o jovem que se mostrou um servo infiel em uma viagem com Paulo e Barnabé. Quando planejaram a próxima viagem, Paulo disse que recusaria levar Marcos junto, por causa de seu passado desabonador (veja At 15:36-38). No entanto, este foi o homem que Deus escolheu para escrever o Evangelho de Marcos, que apresenta Jesus, Seu Filho, como servo sempre fiel. O passado de Marcos certamente não foi o fundamento para que Deus o escolhesse para essa tarefa.

Davi foi escolhido por Deus para ser o comandante e o líder de Seu povo, e para ser a cabeça administrativa do governo. Sua história de vida foi a de um pastor que cuidava de ovelhas sobre os montes da terra de Israel. Mas Deus o chamou e ele atendeu ao chamado. O seu histórico, ou mesmo a falta de um, não foi problema.

Assim, quando Deus chamar você para uma obra, não deixe que o sentimento de inadequação ou seus “pobres antecedentes” o impeçam de seguir Sua liderança.

“Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp2:13).

 

Deus não está na Cabana

Minha opinião sobre o filme A Cabana: UM COMPÊNDIO HERÉTICO DE DOUTRINAS DE DEMÔNIOS.

O maior “despautério bíblico” a “doutrina humanista da salvação incondicional” encontrada do início ao fim. Prega explicitamente questões de universalismo, redenção universal e reconciliação total.

O “Deus”de A Cabana apresenta seu amor suficiente o bastante para salvar a todos, não importa o quanto se errou e se, eu disse se, houve arrependimento. Isso mesmo: NÃO HÁ NECESSIDADE DE ARREPENDIMENTO.

Contradiz a bíblia com a ideia de que não há inferno, nem para o diabo e seus anjos. Não apresenta como as pessoas podem vir a Deus e achar perdão.

Além de ser ofensor ao apresentar uma trindade de uma forma deturpada: um Deus que não é onisciente, um Jesus que não é divino e um Espírito Santo que não regenera o pecador.

Vivemos numa era de um analfabetismo bíblico tão grande que doutrinas espíritas implícitas (amenizando, pois muitas são explicitas mesmo) não são percebidas por boa parte dos “crentes” que chegam a indicar o filme.

Veja o absurdo, Jesus diz a Mack: “Aqueles que me amam vêm de todos os sistemas existentes. São Budistas ou Mórmons, Batistas ou Muçulmanos, Democratas, Republicanos e muitos que não votam ou não fazem parte de qualquer reunião dominical ou instituição religiosa”. Jesus acrescenta, “Eu não tenho nenhum desejo de torná-los cristãos, mas apenas acompanhá-los em sua transformação em filhos e filhas do meu Papa, em meus irmãos e irmãs, meus Amados”. Mack lhe pergunta: “todos os caminhos levam a Cristo”? Jesus responde: “muitos caminhos não levam a lugar algum. O que significa que eu vou caminhar por qualquer caminho para te achar”.

Acredita nisso? Jesus (do filme) diz que vai usar vários caminhos para achar o homem. HERESIA. Ecumenismo. Esconde nas entrelinhas que mais de um caminho leva a Deus.

Mas pastor, você pode dizer, o filme é tão bonito! Lembre-se: o diabo também era!

Na boa, não quero causar polêmica, mesmo não tendo medo delas, mas apenas alerta-los: “Pois virá o tempo em que [muitos] não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.
Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.
Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.”
2 Timóteo 4:2-5

A senha para o CORAÇÃO DE DEUS!

Lembro-me de uma vez em que estávamos em casa e meu filho mais novo, nessa época com 2 aninhos de idade, me olhou com um olhar sério e me perguntou: “_Seu nome é Julio?”

Alguém tinha acabado de me chamar no portão de casa, por isso a pergunta dele. “Sim, filho,” eu disse, “mas você me chama de papai.”

Ele enrugou o nariz naquela expressão “_Não entendi!” e ficou por alguns segundos assim e depois, balançou a cabeça e disse: “_Mas o nome é Julio?”

Poderia dizer que ele estava tendo problema em entender isso.  Ele só me conhecia como pai. Como eu poderia ter qualquer outra identidade, qualquer outro nome, além do que ele sempre soube?

Eu disse: “_Filho, meus amigos me chamam de Julio, as pessoas que não me conhecem, me chame de Julio, mas meus filhos me chamam de papai. Só meus filhos podem me chamar de papai. E é isso que eu quero que você me chame. ”

Veja só, “Papai” é quase um “nome santo”, separado, reservado para os filhos.

Quando Jesus estava ensinando seus discípulos a orar, ele disse que eles deveriam se dirigir a Deus desta maneira: “Pai nosso que está no céu.” Aqui, a palavra grega usada para “pai” é “pater”.

Mas muitas vezes, quando Jesus fala com o Pai, Ele usa tanto o “pater” (grego) e a palavra “abba” (aramaico). “Abba, Pater!” “papaizinho!” Algumas das primeiras palavras que as crianças aprendem como dizer.

Agora, uma vez que Jesus estava ensinando seus discípulos a orar ao Deus de todo o universo, você não esperaria que ele lhes ensinasse a mais potente e honrosa forma de se dirigir a Ele?

Seria de se esperar que ele dissesse: Jeová Shalom, ou El Elyon, Adonai, Senhor, Criador, Rei! Mas, em vez disso, Ele nos ensina a falar com o Pai.

Por quê? Talvez porque “Papai” é o nome mais comovente, mais honroso, mais poderosa de Deus, aquele que Ele escolhe sobre todas as outras formas, o que Ele ama ouvir dos lábios de Seus filhos.

Você pode nunca ter pensado nisso dessa forma, mas “Pai” pode ser uma das palavras mais poderosas que você vai falar.

Quando eu ouço alguém chamar o nome Julio, eu sei que alguém está me chamando, mas poderia ser um amigo, um conhecido ou talvez até mesmo um completo estranho. Mas quando ouço “Papai,” Eu sei que estou a ouvir um dos meus filhos. Ninguém chama mais a atenção do meu ouvido, ninguém chama mais a atenção do meu coração do que meus filhos.

Jesus deu a vida para que tenhamos um relacionamento de intimidade com Deus. O Criador do universo, enviou o Seu Filho na cruz para que você pudesse ser seu filho e ter o direito de chamá-lo de pai.

Então, quando você chama “Pai nosso que estás no céu”, você pode ter a confiança de saber que você tem instantaneamente a atenção, ou ouvidos do seu Deus pai. Você acaba de dizer a senha para o Seu coração.

“E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.” Gálatas 4:6

Uma reflexão sobre Doutrina

“Doutrina” significa “alguma coisa ensinada, ensinamentos, instrução; os princípios da religião que são ensinados; ou mais literalmente: “ensinar a essência”.

A “doutrina” evangélica se refere as verdades da Palavra de Deus que nos foram ensinados. A palavra “doutrina” é usada mais de cinquenta vezes na bíblia (versão atualizada), como podemos ver em Atos 2:42 onde lemos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”

Muitos tem confundido “Teologia” com “Doutrina” e na verdade são coisas diferentes.

Teologia significa: o estudo de Deus, das doutrinas religiosas e dos assuntos pertinente a divindade.” Teologia é uma combinação sistemática e lógica de fatos certificados apresentados de forma ordenada e lógica.

Enquanto a Teologia se refere principalmente ao conhecimento da verdade de Deus, a doutrina denota a prática dela. Vejo na orientação de João 13:17 a apresentação destas duas na vida do crente: “Se sabeis estas coisas (teologia), bem-aventurados sois se as fizerdes (doutrina).”

Antes de tratarmos essencialmente de doutrina, quero mostrar como a teologia se divide, que inicialmente, é em 6 partes:

  1. Teologia Exegética:

    “Exegese” significa “conduzir, dirigir”. Se tratando de teologia, se refere à análise e interpretação das Escrituras. A teologia exegética trabalha com o conteúdo bíblico, arqueologia bíblica, introdução bíblica e hermenêutica bíblica.

  2. Teologia Histórica:

    Estudo da história bíblica, história da igreja e história da doutrina.

  3. Teologia Dogmática:

    Trata-se do estudo daquilo que é colocado como “credo” da igreja, Dogma é um termo de origem grega que significa literalmente “o que se pensa é verdade”. Na antiguidade, o termo estava ligado ao que parecia ser uma crença ou convicção, um pensamento firme. A diferença entre dogma e doutrina é esta: Dogma é a declaração do homem de uma verdade colocada (como um credo), doutrina é a revelação de Deus da verdade como encontrada nas escrituras.

  4. Teologia Bíblica:

    Estuda as verdades através dos Livros da Bíblia, vista de várias formas, nas quais, cada um dos escritores apresentam doutrinas importantes. É uma comparação progressiva quando tratamos de uma doutrina, por exemplo: Doutrina da Expiação, a teologia bíblica mostraria como ela se apresenta no Antigo Testament, nos Evangelhos, em Atos e nas cartas (epístoloas) de Paulo, Pedro, Tiago e João.

  5. Teologia Sistemática:

    Se preocupa com a organização ordenada em tópicos das doutrinas concernentes a Deus, ao homem, aos anjos, ao pecado e a salvação. É uma sistematização da maioria das doutrinas fundamentais da teologia bíblica.

  6. Teologia Pastoral:

    Também chamado de prática pastoral, nos seminários, trata da obra pastoral como: educação cristã, administração eclesiástica e etc. Seu alvo é na prática da teologia da regeneração, edificação e educação do homem.

Agora que você conheceu um pouco do que se trata a teologia, quero focar no assunto doutrina.

Precisamos entender qual o propósito da doutrina na vida cristã. No início do evangelho de Lucas é apresentado o propósito da doutrina e da teologia também:

Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado“. (Lucas 1:1-4)

Analise comigo:

  • “Pôr” – é extrair uma narrativa
  • “Em ordem” – significa de forma a ser entendida, em sequência;
  • “Uma narração” – uma declaração completa dos fatos;
  • “Daquelas coisas que entre nós se cumpriram” – coisas pertinentes ao evangelho de Jesus Cristo;
  • “Informado” – significa: oralmente instruído; Vem do grego “Katecheo” que significa: “instruir fazendo perguntas e corrigindo respostas”. A palavra catecismo é derivada dela; A palavra “informado” ou “instruído” é usada também em Lucas 1:4; Atos 18:25 e Romanso 2:18.

O propósito dos estudos doutrinários e teológicos colocados em uma ordem sistemática é para instruir, informar os crentes para que ele possa conhecer a certeza destas verdades; É para encoraja-lo a batalhar “pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3).

É importante reconhecer que nenhum homem pode limitar Deus a meros “artigos de fé” ou “declarações doutrinárias”, pois agradou a Deus, revelar-se nos 66 livros da bíblia ao invés de em alguns artigos doutrinários.

Continua…

Oração e Comunhão

Nossa vida inteira deve ser estabelecida sobre o fundamento de uma comunhão pessoal, profunda e íntima com Deus.  Uma ligação permanente, que não conhece barreiras. 1 Co 6:17 diz: “aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele”.  Ao colocar em nós o Seu Espírito, Deus estava tornando possível uma comunhão constante conosco.  Oração e Comunhão não podem ser separadas.  Oração é Comunhão!

As vezes ouvimos a frase: Orar é falar com Deus!  Definição muito simplista.  Podemos fala com um monte de gente e isso não significar nada para nós. Conversamos com conhecidos na igreja, no bairro e até mesmo estranhos e logo nos esquecemos completamente.  Isso nos mostra que nem todo que conversa comunga; mas todo que comunga, conversa.

Comunhão fala de ligação, de amor, de afinidade, convivência, comunicação, diálogo…  Oração é o encontro de Deus com seu filho(a), numa comunhão de amor.

A palavra “comunhão” no grego “Koinonia”, significa “compartilhar”, “coisas em comum”.  Manter comunhão com Deus, portanto, exige identificação com Ele, ter coisas em comum com um Deus.  Mas como podemos ter coisas em comum com um Deus tão santo, maior que tudo o que a nossa mente pode imaginar?

Deus jamais se identifica com nosso pecado, a fim de comungar conosco!  Então Ele realizou um milagre maior que o da criação do homem: Em Cristo, pelo Seu Espírito, Deus recria nosso espírito morto e planta nele a Sua semente, Sua natureza, Sua vida, e nos transforma em santuários onde, pelo Seu Espírito, Ele habita e mantém comunhão conosco. (1 Pe 1:23; 1 Co 3:16)

Pela recriação do nosso espírito (Novo Nascimento) passamos a ter algo em comum com Deus: Sua vida em nós. (1 Jo 5:11,12; Rm 8:14)  Esta vida reside em nosso espírito.  Porque Deus é Espírito (Jo 4:24) e nos faz semelhantes a Ele, podemos ter comunhão.  Somos seres espirituais. A vida de Deus está em nós.  E essa vida que entrou em nosso espírito é da mesma qualidade da que está nEle. (1 Jo4:2; Rm 8:9)

É essa vida de Deus em nosso espírito recriado e habitado pelo Espírito Santo, que nos coloca na posição de comunhão.  Alcançamos, então, a posição de filhos. Uma vez filhos, Ele quer levar-nos ao verdadeiro relacionamento de Pai e filho, em comunhão de amor e completa intimidade. (Jo 1:12)

A posição de filho nos garante o direito de desfrutar o lugar da comunhão.  Mas é o cultivo desta comunhão que nos leva a desfrutar dos privilégios e responsabilidade da posição de filhos de Deus.  Deus nos gera em Cristo afim de viver em nós, pelo Seu Espírito. mantendo conosco um relacionamento pessoal, intimo e profundo, expressando-se em nós e através de nós aqui na terra.  Somos chamados a participar de Sua própria vida, e isso só se tornará realidade na experiência de cada dia, na proporção do tempo usado no exercício de oração e meditação na palavra, numa atitude de absoluta rendição e obediência.

Nossa verdadeira felicidade como filhos, só encontra expressão quando andamos na presença de Deus, em comunhão.  Quando a atitude e o tempo para tal nos faltam, a vida se enche de conflitos.  Quando a comunhão é mantida, há uma paz interior, uma força, uma serenidade de espírito, e nos tornamos cada vez mais identificados com Cristo, refletindo em nosso viver Sua própria imagem.

Se comunhão com Deus implica em ter coisas em comum com Ele, à medida que crescemos na semelhança com Jesus é que a ligação se intensifica.  E Deus nos deu o Seu Espírito exatamente para possibilitar esse crescimento. (2 Co 3:18)

O Espírito Santo é que torna Jesus real em nossa experiência; é Quem no leva A presença do Pai; é Quem assiste em nossa vida de oração (Rm 8:26); é Quem Jesus enviou para estar conosco  e em nós (Jo 14:26) assistindo-nos em nossa vida de comunhão com Deus e no desempenho do serviço cristão.  Ele habita em nosso espírito e é aí que a comunhão e as comunicações com Deus se tornam uma realidade.

Há uma grande necessidade de crescermos na comunhão e na intimidade do Espírito Santo, aprendendo a discernir Seus impulsos e Sua voz em nosso espírito, movendo-nos de acordo com eles.  Nossa afinidade com Deus crescerá a medida que nos submetermos ao Seu Espírito. E o alvo do Espírito é levar-nos para Deus, transformar-nos cada vez mais na imagem do Senhor Jesus, até que alcancemos a estatura do Varão Perfeito. (Ef 4:13)

 

Relacionamentos Tóxicos

“Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos sofrerá o dano.” Pv 13:20 NAS

Relacionamento é a base da sociedade.  A chamada “Network” é fundamental na carreira profissional.  Na vida pessoal ter relacionamentos é uma benção.  Porém, se você que aproveitar ao máximo a sua vida, precisa aprender a reconhecer relacionamentos tóxicos – e saber como se afastar deles.  Tenha mais discernimento acerca das suas companhias!  Corte qualquer laço que o sufoque ou o limite

Às vezes mantemos um relacionamento tóxico por causa de alguém que amamos, e as vezes até por algum interesse pessoal, mas ouça: isso é muito perigoso!  A menos que seja uma ordem de Deus para que através de você a pessoa seja alcançada.  Se não for por isso: Corte!

Um relacionamento tóxico é como uma perna com gangrena; se você não a amputar, a infecção poderá custar a sua vida; a não ser que você tenha a sabedoria e a coragem para cortar fora aquilo que não se quer curar, você mais cedo ou mais tarde acabará perdendo muito mais.

Você já ouviu a estória do escorpião que pediu ao sapo para atravessá-lo para o outro lado do ria porque ele não sabia nadar?  O sapo disse: “Se eu levar você nas minhas costas, você me ferirá com o seu ferrão!”  O escorpião respondeu: “Se fizesse isso, ambos nos afogaríamos, é claro que não farei, afinal você está me ajudando!”   O sapo pensou no assunto, achou o argumento convincente e disse ao escorpião para subir.  Mas quando eles estavam na metade do rio, o escorpião feriu o sapo com o ferrão assim mesmo.  Quando ambos estavam se afogando, o sapo perguntou, incrédulo: “Você prometeu que não faria isso.  Agora vamos morrer!  Por que você me ferrou?”   O escorpião respondeu:  “Não pude evitar; essa é a minha natureza!”

Hoje peça a Deus para ajudar você a discernir os “relaciomanentos tóxicos” da sua vida e para lhe dar força para se desligar deles.  O seu futuro depende disso!

Relacionamento com Deus. Você realmente tem um?

Fui amplamente confrontado nestes dias, com este princípio: Relacionamento com Deus!

E me lembrei de quando Deus me incomodou (na verdade ainda incomoda) a de forma bem explicada, manter um projeto de vida, não aqueles que visam chegar num ponto futuro, alcançar algo mais pra gente e etc., mas sim o meu dia-a-dia. Isso mesmo, a minha vida diária, o que faço para Deus diariamente. Não estar limitado apenas aos cultos, reuniões e encontros com o povo de Deus, aliás, há uma grande diferença entre “encontrar-se com o povo de Deus” e “encontrar-se com Deus”.

Não quero aqui invalidar as reuniões e os encontros com o povo de Deus, há uma benção muito grande vinda de Deus quando isso acontece, o problema é quando ficamos limitados a apenas nos relacionarmos com Deus nestes momentos. Quando a igreja se reúne, algo de bom acontece e isto é fato. Lembro-me de uma música antiga que dizia: “Quando o povo de Deus se reúne, uma coisa certa vai acontecer: o Espírito de Deus se alegra e logo começa a derramar poder!”. Isto é a mais pura verdade. Há no coração de Deus uma grande alegria quanto acontece o ajuntamento do seu povo para adorá-lo. Mas fui confrontado exatamente no que acontece entre estas reuniões.

Durante minha adolescência e juventude sempre tive uma vida muito ativa na igreja, e isso alegra muito o meu coração. Havia quase que diariamente, algo a fazer na igreja. Fosse uma reunião de departamento, fosse um ensaio ou um culto propriamente dito, havia sempre uma atividade na igreja. Isso, por algum tempo, me pareceu uma forma de eu estar me relacionando com Deus através destas atividades, mas a verdade querido, é que durante anos, eu trabalhei para o templo de Deus, para os irmãos da casa de Deus e para os meus próprios projetos dentro da casa de Deus, mas pouco fiz para Deus.

Fiz muito por Deus, mas pouco para Deus!

A verdade é que tudo aquilo, apesar da boa intenção, na maioria das vezes, era para a minha própria satisfação, para agradar a outros e até por “costume”. Havia uma falsa sensação de que estava fazendo para Deus, mas sinceramente esta não era a verdade.

Não me tenhas por completamente carnal, havia a intenção, o desejo, a vontade que Deus recebesse este tempo disponibilizado em sua obra e pela misericórdia, Ele muito me abençoou por isso. Eu tinha no coração que estava fazendo para Deus por isso sempre cuidei em fazer bem e com qualidade e tenho colhido muitos frutos deste meu “doar” tempo e talento para a casa de Deus, mas chegou um tempo em que Deus me levou a entender que tudo isso não substitui uma vida diária com Deus. Debaixo da graça de Deus, temendo e tremendo diante d’Ele, eu me arrisco a dizer que é melhor ter uma vida verdadeira e genuína num relacionamento com Deus do que uma vida ativa na obra da igreja.

É claro que ter um relacionamento íntimo com Deus, vai levar você a trabalhar incansavelmente pelo reino de Deus e o melhor lugar para fazer isso é a igreja. O problema é quando esta relação é invertida. Trabalhar incansavelmente na igreja, não leva você a ter um relacionamento íntimo com Deus.

Quero reproduzir aqui o texto de Malaquias 1:6-10 – “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? – diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais: A mesa do Senhor é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos. Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta”. – Malaquias 1:6-10 

O que me chamou a atenção neste texto é que havia aqui um princípio de obediência às ordenanças de Deus. Eles estavam fazendo sacrifícios.

Trazendo para nossa realidade, podemos dizer que eles estavam participando das atividades da igreja, se músicos, estavam tocando nos cultos a noite, estavam sacrificando para Deus seu tempo, seu talento e etc., mas não perceberam que seus sacrifícios estavam fora da direção de Deus. Estavam desagradando a Deus e não percebiam, por isso perguntavam: “Em que desprezamos nós o teu nome?”.

Confesso que quando o Espírito Santo me trouxe esta palavra, meu coração se entristeceu porque eu realmente tinha uma boa intenção para com Ele. Mas eu estava enganado.

Uma vez ouvi de um chefe a seguinte frase: “empenho não é desempenho!”. E era isso que estava acontecendo. Eu me empenhava bastante no reino de Deus, mas meu desempenho diante d’Ele não era bom.

No texto de Malaquias citado acima, Deus chega a declarar que era melhor não terem feito nada, terem fechado as portas do templo do que oferecerem os sacrifícios que estavam oferecendo.

Queridos, como temos oferecido nossos sacrifícios diante de Deus? Como esta o nosso altar? Sinceramente, todos os cantinhos de sua mente e coração, estão limpos e governados pelo Espírito Santo?

Se você chegasse hoje a noite na igreja e no telão, fosse mostrado em vídeo, o seu dia, qual seria a sua reação: você ficaria preocupado e com medo do que seria mostrado ou ficaria feliz em poder compartilhar com os irmãos o quanto Deus o abençoou e como você foi honesto, correto, benigno, paciente… ou seja: crente, durante todo o dia?

Há um chamado para nos santificarmos nestes dias. Há uma promessa sobre isso, e diz que “o Senhor fará maravilhas no meio de nós” (Js 3:5). Andemos diante do Senhor com o coração limpo, santificado. Tenhamos em nossa mente apenas aquilo que nos traz esperanças. (Lm 3.2).

Faça uma análise de seu dia, verifique quanto dele você dedica a Deus através da oração e da leitura da palavra.

A oração é o meio pelo qual você fala com Deus, a leitura bíblica, geralmente, é o meio pelo qual Deus fala com você.

Lembre-se: Muita oração: muito poder. Pouca oração: pouco poder!

Que o Senhor nosso Deus, nos leve a uma vida diária de intimidade com Ele. Que possamos entender que caminha com Cristo é muito mais do que participar de cultos e reuniões na igreja, mas é ter as atitudes que Ele teria se estivesse (e saiba que está) ao nosso lado.