Relacionamento com Deus. Você realmente tem um?

Fui amplamente confrontado nestes dias, com este princípio: Relacionamento com Deus!

E me lembrei de quando Deus me incomodou (na verdade ainda incomoda) a de forma bem explicada, manter um projeto de vida, não aqueles que visam chegar num ponto futuro, alcançar algo mais pra gente e etc., mas sim o meu dia-a-dia. Isso mesmo, a minha vida diária, o que faço para Deus diariamente. Não estar limitado apenas aos cultos, reuniões e encontros com o povo de Deus, aliás, há uma grande diferença entre “encontrar-se com o povo de Deus” e “encontrar-se com Deus”.

Não quero aqui invalidar as reuniões e os encontros com o povo de Deus, há uma benção muito grande vinda de Deus quando isso acontece, o problema é quando ficamos limitados a apenas nos relacionarmos com Deus nestes momentos. Quando a igreja se reúne, algo de bom acontece e isto é fato. Lembro-me de uma música antiga que dizia: “Quando o povo de Deus se reúne, uma coisa certa vai acontecer: o Espírito de Deus se alegra e logo começa a derramar poder!”. Isto é a mais pura verdade. Há no coração de Deus uma grande alegria quanto acontece o ajuntamento do seu povo para adorá-lo. Mas fui confrontado exatamente no que acontece entre estas reuniões.

Durante minha adolescência e juventude sempre tive uma vida muito ativa na igreja, e isso alegra muito o meu coração. Havia quase que diariamente, algo a fazer na igreja. Fosse uma reunião de departamento, fosse um ensaio ou um culto propriamente dito, havia sempre uma atividade na igreja. Isso, por algum tempo, me pareceu uma forma de eu estar me relacionando com Deus através destas atividades, mas a verdade querido, é que durante anos, eu trabalhei para o templo de Deus, para os irmãos da casa de Deus e para os meus próprios projetos dentro da casa de Deus, mas pouco fiz para Deus.

Fiz muito por Deus, mas pouco para Deus!

A verdade é que tudo aquilo, apesar da boa intenção, na maioria das vezes, era para a minha própria satisfação, para agradar a outros e até por “costume”. Havia uma falsa sensação de que estava fazendo para Deus, mas sinceramente esta não era a verdade.

Não me tenhas por completamente carnal, havia a intenção, o desejo, a vontade que Deus recebesse este tempo disponibilizado em sua obra e pela misericórdia, Ele muito me abençoou por isso. Eu tinha no coração que estava fazendo para Deus por isso sempre cuidei em fazer bem e com qualidade e tenho colhido muitos frutos deste meu “doar” tempo e talento para a casa de Deus, mas chegou um tempo em que Deus me levou a entender que tudo isso não substitui uma vida diária com Deus. Debaixo da graça de Deus, temendo e tremendo diante d’Ele, eu me arrisco a dizer que é melhor ter uma vida verdadeira e genuína num relacionamento com Deus do que uma vida ativa na obra da igreja.

É claro que ter um relacionamento íntimo com Deus, vai levar você a trabalhar incansavelmente pelo reino de Deus e o melhor lugar para fazer isso é a igreja. O problema é quando esta relação é invertida. Trabalhar incansavelmente na igreja, não leva você a ter um relacionamento íntimo com Deus.

Quero reproduzir aqui o texto de Malaquias 1:6-10 – “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? – diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais: A mesa do Senhor é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos. Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta”. – Malaquias 1:6-10 

O que me chamou a atenção neste texto é que havia aqui um princípio de obediência às ordenanças de Deus. Eles estavam fazendo sacrifícios.

Trazendo para nossa realidade, podemos dizer que eles estavam participando das atividades da igreja, se músicos, estavam tocando nos cultos a noite, estavam sacrificando para Deus seu tempo, seu talento e etc., mas não perceberam que seus sacrifícios estavam fora da direção de Deus. Estavam desagradando a Deus e não percebiam, por isso perguntavam: “Em que desprezamos nós o teu nome?”.

Confesso que quando o Espírito Santo me trouxe esta palavra, meu coração se entristeceu porque eu realmente tinha uma boa intenção para com Ele. Mas eu estava enganado.

Uma vez ouvi de um chefe a seguinte frase: “empenho não é desempenho!”. E era isso que estava acontecendo. Eu me empenhava bastante no reino de Deus, mas meu desempenho diante d’Ele não era bom.

No texto de Malaquias citado acima, Deus chega a declarar que era melhor não terem feito nada, terem fechado as portas do templo do que oferecerem os sacrifícios que estavam oferecendo.

Queridos, como temos oferecido nossos sacrifícios diante de Deus? Como esta o nosso altar? Sinceramente, todos os cantinhos de sua mente e coração, estão limpos e governados pelo Espírito Santo?

Se você chegasse hoje a noite na igreja e no telão, fosse mostrado em vídeo, o seu dia, qual seria a sua reação: você ficaria preocupado e com medo do que seria mostrado ou ficaria feliz em poder compartilhar com os irmãos o quanto Deus o abençoou e como você foi honesto, correto, benigno, paciente… ou seja: crente, durante todo o dia?

Há um chamado para nos santificarmos nestes dias. Há uma promessa sobre isso, e diz que “o Senhor fará maravilhas no meio de nós” (Js 3:5). Andemos diante do Senhor com o coração limpo, santificado. Tenhamos em nossa mente apenas aquilo que nos traz esperanças. (Lm 3.2).

Faça uma análise de seu dia, verifique quanto dele você dedica a Deus através da oração e da leitura da palavra.

A oração é o meio pelo qual você fala com Deus, a leitura bíblica, geralmente, é o meio pelo qual Deus fala com você.

Lembre-se: Muita oração: muito poder. Pouca oração: pouco poder!

Que o Senhor nosso Deus, nos leve a uma vida diária de intimidade com Ele. Que possamos entender que caminha com Cristo é muito mais do que participar de cultos e reuniões na igreja, mas é ter as atitudes que Ele teria se estivesse (e saiba que está) ao nosso lado.